Já percebeu que tem congestionamento que vem do nada? Não é hora do rush, não tem acidente lá na frente, mas de repente tudo para. Algum tempo depois, assim como parou, o fluxo volta a andar, como se nada tivesse acontecido. Esse fenômeno é um mistério até para os cientistas de trânsito, que vivem fazendo estudos para descobrir, afinal, de onde vêm os tão frequentes engarrafamentos.
A universidade japonesa de Nagoya fez um experimento muito legal sobre isso: colocou 22 carros, em círculo, dirigindo a uma velocidade constante de 30 km/h. A ideia era que, se os carros mantivessem essa velocidade exata, poderiam continuar andando para sempre, sem surpresas.
Depois de algumas voltas, no entanto, os carros começaram a diminuir a velocidade, sem motivo aparente, e alguns tiveram até que parar por alguns segundos. A razão? Um ou outro carro deve ter desacelerado um pouco, fazendo com que o carro de trás tivesse que fazer o mesmo, e o de trás, e o de trás, e assim por diante. O resultado: congestionamento! Veja o vídeo:
Agora, imagine essa situação nas ruas de São Paulo, por exemplo. Um carro que reduz um pouquinho a velocidade pra falar no celular na Paulista pode parecer uma coisa de nada, mas pode começar uma reação em cadeia dessas. Então faça uma gentileza, matenha constante atenção quando estiver no volante, a gentileza começa por você. Pense nisso!
Tem algum outro vídeo legal que fale sobre esse assunto? Publique ele no YouTube com a tag #transitomaisgentil e compartilhe com a gente.
Melhores fotos e vídeos produzidos pela galera no #showtmg!
#transitomaisgentil com Ângela Dip e Eduardo Martini
Seu Lili Feelings 




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Comentário por Marco Aurélio
O Trânsito dos Bichos
A temática trânsito remete a sensação de movimento, de deslocamento, de ação, etc.. Nesse sentido, é interessante observar que tais atitudes representam “comportamentos” dos atores que influenciam e são influenciados pelo meio ambiente no qual estão inseridos.
Os animais aquáticos, de um modo geral, apresentam características de comportamentos similares, ou seja, um cardume, por exemplo, se movimenta de forma harmônica e com extrema sutileza, não entram em conflito os movimentos individuais com o movimento coletivo dos peixes.
Assim como os animais aquáticos, os terrestres e os que utilizam o espaço aéreo possuem o mesmo padrão de comportamento. Seus deslocamentos se dão de forma tranqüila. Não há a necessidade de um orientador de tráfego (agente de trânsito) nestes meios de deslocamentos (aquático, aéreo e terrestre). Cada ser possui um mecanismo no qual é respeitada a distância frontal e lateral que os impede de colidir entre si. É certo de que jamais será visto um animal na condução de um veículo, como por exemplo: uma girafa ciclista, ou uma baleia ao volante, etc.
Estes aspectos levam a uma reflexão. Qual o mecanismo de deslocamento que estes animais possuem, no qual a segurança parece está em primeiro lugar. Há um código ou regra geral de circulação que todos seguem e obedecem, sem haver necessidade de sanções ou punições. O sentido de coletividade prevalece no grupo, não os interesses individuais.
Basicamente, os animais em geral necessitam efetuar seus deslocamentos em função da própria sobrevivência da espécie e não em relação ao lazer, compras, compromissos sociais, etc. Não existem centros comerciais aos quais estes animais necessitam se deslocar para realizar seus desejos de consumo. Não há a obrigatoriedade de deslocamentos para os estudos, trabalho ou aquisição de bens.
Em suma, a visão de trânsito destes seres é bem diferente da óptica humana. Os grandes deslocamentos dos animais se dão em função dos movimentos migratórios e das mudanças climáticas, causadas principalmente pelo homem que devolve dejetos e resíduos produzidos ao meio ambiente na forma de restos industriais e lixo doméstico, principais poluidores e contaminadores dos solos, água e ar. O artigo 1º, § 5º do CTB – Lei 9.503/97 é bem aplicado por estes seres, ou seja, a prioridade das ações para a defesa da vida, a preservação da saúde e do meio-ambiente é seguida por todos, independentemente do status social, segmento ou porte.
O homem evoluiu consideravelmente ao longo dos séculos, com suas invenções e descobertas. O uso da tecnologia tornou-se cada vez mais presente no cotidiano representando ganho na qualidade de vida, por exemplo, o telefone celular encurta distâncias, aproxima pessoas, reduz deslocamentos, gera emprego nas industrias. Entretanto, seu uso traz consigo outras preocupações; suas baterias poluem o meio ambiente, seus usuários fazem uso do telefone ao volante colocando em risco a sua vida e aos demais usuários da via, o barulho de determinados sons dos celulares incomoda as pessoas e produze poluição sonora. Enfim, existem prós e contras.
O comportamento é o aspecto mais relevante nestes deslocamentos dos seres vivos. Ele é bem diferente quando comparamos homens e animais. Para os animais, há uma consciência de grupo bem clara, definida e praticada por todos seus membros. No entanto, para os humanos impera a individualidade sobre o coletivo, trazendo prejuízo a toda a sociedade.
O comportamento humano é de grande importância, tendo em vista que o homem é capaz de tomar as decisões e rumos de um sistema. Com seus desejos, necessidades, medo, anseios, frustrações, enfim, uma série de emoções e sentimentos mais sua interação na sociedade pelos seus inter-relacionamentos pessoais configura-se como o elemento influenciador deste sistema, sendo o sujeito da ação e reação.
A raiz de toda a problemática do trânsito advém dos maus comportamentos de alguns indivíduos que querem levar vantagem sobre os outros, resultando com isso em prejuízo de todos. Enquanto existirem pessoas “espertas” no mundo, será difícil mudar e solucionar os conflitos nas vias. As sanções e medidas punitivas ou administrativas apenas adiam o problema. O foco está no comportamento do ser humano e devem ser combatidos aqueles comportamentos que não se ajustam às regras de circulação e conduta, privilegiando aqueles que procuram cumprir as regras da sociedade.
São Paulo, 14 de janeiro de 2010
Marco Aurélio Lima
Especialista de Trânsito da Prefeitura de São Sebastião/SP.
Comentário por Luther Blisset
Só acontecem congestionamentos porque há carros demais…
É o apocalipse motorizado!
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Comentário por Erik Rafael Frateschi
Muito bom este post.
Gostaria de dar uma sugestão, tenho o adesivo desta campanha em meu carro e seria legal criarmos um identificação quando visualizarmos o mesmo em outro carro, como por exemplo emitir uma ou duas buzinas ao amigo gentil.
Abraços
Comentário por admin
Luther Blisset,
na verdade, além do excesso de automóveis, há vários fatores que causam um congestionamento. Como por exemplo um carro que para no meio de uma avenida ou fecha um cruzamento; acidentes na estrada ou diminuição de velocidade…
Nós temos que assumir que no que depender de nós, faremos um Trânsito + Gentil!
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[...] Como nascem os congestionamentos – Já percebeu que tem congestionamento que vem do nada? Tags: carros, trânsito, urbanismo 11/02/10 | 03:01 | (0) Comente! Você também vai gostar destes links:Cidade sem carros: começando pelo bairroAbandonando São PauloFotos: vivendo em uma crateraBicicleta: apoio para ciclistas nas esquinasCarros do Google começam a fotografar ruas de São Paulo e Rio de Janeiro180 carros escondidos em um celeiro portuguêsÀs vezes, um pneu vale menos que uma penalidadeUrbanistas contra mais pistas nas margens do TietêQuanto Custa Não Ter Carro em São PauloColeção de 8 Carrinhos Usados nos Filmes de James Bond 007A São Paulo de 1947Jaime Lerner no TEDSão Paulo AbandonadaSistema brasileiro de navegação para veículosAndar de táxi sai mais barato [...]
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Comentário por Lia Caldas
> “Então faça uma gentileza, matenha constante atenção quando estiver no volante, a gentileza começa por você.”
É importante não só manter a ‘atenção’ constante com também a velocidade. Acredito que nenhum dos motoristas do teste estava falando ao celular e mesmo assim o engarrafamento acontece.
No Rio, já vi muitos carros andando na pista esquerda bem abaixo da velocidade média. Se você está a fim olhar a paisagem, vá para a pista da direita e deixe os outros passarem.
Comentário por admin
Lia Caldas,
concordamos com você Lia. Além de manter a atenção no trânsito, precisamos respeitar todas as leis para que possamos ser respeitados também. A velocidade média não esta lá a toa, ela existe pelo simples motivo de deixar o trânsito fluindo melhor. Ter atenção e trafegar corretamente caminham juntos, a gentileza no trânsito é um adicional para que tudo fique ainda melhor!
Comentário por Carlos Aranha
O estudo mais genial que já vi a respeito está aqui: http://scienceblogs.com.br/100nexos/2009/07/o_paradoxo_de_braess_e_a_ampli.php#more
Prova matemática e científica de que obras como a ilusória Nova Marginal não só não resolvem… Como até pioram a situação!
Comentário por Rita de Cássia
Apoio a opinião do Erik Rafael que postou em janeiro. Quando identificarmos outros motoristas gentis como nós (com o adesivo), deveriamos dar umas duas buzinadinhas para nos cumprimentarmos. Isso geraria curiosidade. Tudo que é curioso e novo, decola. Já pensaram se decolar a moda de gentileza no trânsito??? Maravilha!
Comentário por Sergio
Acho que todos os anos os motoristas deveriam fazer um curso de reciclagem e deveria ser obrigatório um curso prático de direção defensiva. Também acho que muito dos engarrafamentos são caudados pelos onibus e caminhões, o desreipeito as reghras do transito, os absurdos como excesso de sinais, pistas com o piso esburacados e remendados como colchas de retalho, uma impressionante falta de sinalização (principalmente no RJ) ou uma precariedade dela e, um item fundamental, os responsávis pelo transito e pela manutenção das rodovias deveriam estudar mais, pois nem as curvas das ruas e estradas estão dentro de princípios da física e da engenharia.