O Ricardo Aoi (@RickAoi) é um amigo gentil de longa data. Participa ativamente das ações do Trânsito+gentil e sempre usa suas redes para passar mensagens de superação e gentileza. Ele colaborou com o Mês do Trânsito contando como colocou a bicicleta no seu dia a dia e nunca mais tirou, mesmo passando por momentos difíceis. Não deixe de ler! ;D
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Tudo começou em 2004. Num final de semana, peguei minha bicicleta comprada em um supermercado e fui de São Bernardo do Campo até o Parque do Ibirapuera em São Paulo. Foi de brincadeira, e achei que dava pra tentar mais vezes.
Até então, não tinha nenhum outro contato com a bicicleta, além daquele que acho que a maioria das pessoas tem – que é o sonho de toda criança e que depois fica encostada no quintal ou no bicicletário do condomínio.
Aos poucos, fui me aprimorando e trocando os componentes, uma bicicleta melhor, um capacete, luvas, roupas de ciclista e outras coisas. No começo, demorava mais de uma hora para chegar ao trabalho e, muito cansado, não aguentava mais que uma vez por semana.
Após algum tempo, também comecei a pedalar aos finais de semana, fazendo trilhas pelas cidades nos arredores de São Paulo, como Atibaia, Mairiporã, Nazaré Paulista, Itatiba e outras.
Gostei tanto que passei a ir para o trabalho pedalando praticamente todos os dias. E já conseguia pedalar o trajeto de 12 km em 35 minutos, independente do trânsito. Afinal, de bike a velocidade é sempre constante.
Muita gente me alertava sobre os perigos do trânsito e ainda mais como ciclista. Mas, como adoro pedalar, nunca dei muita atenção. Em junho de 2005, indo para o trabalho, sofri uma queda porque havia óleo diesel na pista, em uma descida com curva. Tive uma fratura facial, que só não foi traumatismo craniano pelo fato de usar capacete. Foram 24 dias de molho, mais 30 dias até voltar a pedalar e uma placa e parafusos de titânio no rosto.
Em meu trajeto, já ajudei motoristas com problemas mecânicos, tirando o carro do meio da pista e sinalizando.
Um problema que tenho pelo caminho é quando a Via Anchieta está congestionada entre os quilômetros 13 e 10, onde muitos motoristas trafegam pelo acostamento em alta velocidade, o que torna esse trecho muito perigoso. Mas, também há motoristas gentis. Motoristas de ônibus, caminhões e carros já me cederam passagem e buzinam avisando sobre a gentileza, que retribuo com sinais. ;D
Quando não tenho compromisso, ou é dia do rodízio do meu carro, sempre vou de bike. É a certeza de chegar no horário. Assim como o carro, a bicicleta pode ter problemas mecânicos, mas, pela prática, consigo fazer troca de pneu, corrente e alguns ajustes.
Quando estou de carro, faço questão de “escoltar” ciclistas que vejo pelo caminho em locais que julgo ser mais perigosos. Isso é gentileza!
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O Ricardo é ou não é um grande ciclista gentil? Conte sua história pra gente também!