Por Thaís Damha

Tenho um blog, sou mãe e esposa. Meus dois filhos estão com as idades de 5 e 3 anos. Uma fase em que temos que começar a mostrar o certo e o errado, valorizando coisas boas e positivas da vida.
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Meu marido e eu somos superpreocupados em questão de educação e segurança, como toda mãe e pai. Hoje em dia, temos que estar com atenção redobrada, coisa que há pouco tempo não era preciso. Outro dia, perguntei pra minha mãe como ela fazia comigo e meus irmãos no carro, somos em 4 e lembrei das cadeirinhas, cintos etc. E ela me disse: simples, abria a porta e entravam!

Realmente, era simples, fácil e os carros não corriam tanto (rsrs). Mas, hoje, de maneira nenhuma, me vejo saindo ou viajando com as crianças fora da cadeirinha. Quando minha filha mais velha era bebê, odiava o bebê conforto, parecia que tinha espinhos. Morria de dó de colocá-la a força, mas, com o tempo me convenci dos riscos... Acho que, com mais calma, consegui fazer sem estresse (Dica: o filminho do "Little Einstein" ajudou muito nesta questão, eles não decolam o foguete sem atar os cintos. OBA!).

cadeirinha

Para mim, a cadeirinha é imbatível, ela tem todos os apoios reguláveis e inclina para poder dormir. Hoje, não consigo nem mesmo manobrar o carro dentro da garagem se não tiver passado o cinto neles. Educando as crianças, elas pedem e, às vezes, nos lembram de protegê-las. Em casa, essas questões são fortes para nós. Outro, dia meu irmão perguntou à sua esposa, minha cunhada, com quantos anos se deve parar de usar a cadeirinha de segurança. Ela disse que achava ser 5 anos. Minha filha virou e disse: "Dindo, acho melhor ser 10, minha prima mais velha ainda usa".

Cheguei à conclusão que é uma questão de educar mesmo para a vida, em todos os pontos. E a educação tem que ser em todos os pontos e lugares mesmo!

Quando estamos a pé, é uma dificuldade atravessar a rua, ninguém quer parar, um caos... Mas, nessas situações, explico o que é certo e errado, e agora eles aprenderam a agradecer se um carro para. Eles adoram e fazem uma “festa” com o motorista. Quem parou também fica bem feliz.

Com as crianças, acabamos aprendendo muito também, nos educando de várias formas, não dá mais para atravessar fora da faixa.

Em nossos carros, temos um adesivinho azul. Conhecem? =D
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Crianças são como o CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) , quando alguém buzina, corre, passa no semáforo vermelho ou amarelo, às vezes, elas olham e dizem: "também, mamãe, eles não colaram o coraçãozinho no carro deles... são chatos, né?!".

Minha filha sempre acorda assustada de madrugada com barulho de moto ou carro que fazem “graça” no meio da noite. Por essa experiência, fiz um propósito de buzinar só se realmente for necessário, não sabemos se por ali tem criança dormindo, pessoa doente, idoso, recém-nascido.

E espero que cada dia mais pessoas percebam que precisamos de mais educação e gentileza no trânsito, na cidade e que buzinar, correr ou qualquer outro ERRO não vai resolver o trânsito.

FELIZ DIA DAS CRIANÇAS! E não se esqueçam: a educação ainda é o maior presente.

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A Thaís Damha é esposa, mãe e blogueira, exatamente nesta ordem. Começou seu blog, o Dica das Amigas (https://dicionariodedicasdasamigas.blogspot.com), quando suas amigas pediram para que contasse suas experiências da gestação e criação dos filhos, o que faz com tamanha maestria. =D