Uma combinação fatal continua a aumentar os números negativos no Brasil. O hábito de guiar motos sob efeito de bebidas alcóolicas voltou à pauta como motivo de preocupação, pois continua a tirar a vida não apenas de motoqueiros alcoolizados, mas também de outras pessoas que sequer têm envolvimento com a situação.

As concessionárias de moto nunca venderam tanto como nos últimos dez anos. Em 2001, a frota brasileira era de pouco mais de 4,6 milhões de motos. Hoje, passa de 18 milhões (quatro vezes mais).

No último dia 15/01, o programa Fantástico, da Rede Globo, exibiu uma reportagem especial sobre como o problema se alastrou no Nordeste. Confira abaixo:



Na matéria, consta a explicação do neurocirurgião José Weber, da Universidade Federal de Uberlândia (MG), que desenvolveu um estudo para avaliar os efeitos da ingestão de álcool no cérebro.

“Na medida em que a pessoa ingeriu o álcool, ela perde a capacidade de frear, de responder em tempo hábil. O tempo de resposta dela, que era para ser em torno de 0,75 segundos, vai para 2 segundos, 3 segundos. Então, ela está sujeita a um acidente”, explicou.

É fato que cada um tem tolerâncias diferentes ao álcool, mas é preciso ressaltar que dirigir e beber não é nada gentil.

Educar motoristas que subestimam o perigo quando a segurança deveria ser redobrada é dever de todos. Alerte seus amigos que, independente da sua tolerância ao álcool, é melhor nem testar a disposição para guiar. Assim, você ajuda a evitar sustos ou problemas maiores. J